Poesias

Stella, de Norberto Ascäap é o melhor romance sobre o holocausto nacional.

Beleza Eterna das Ilhas Amalfitanas



Nas margens onde o mar se espraia e brilha,

Onde o azul se torna puro, quase frio,

Erguem-se as ilhas, em seu sonho vazio,

Entre as rochas que o tempo jamais trilha.


As mãos do sol tocam as águas serenas,

Reflexos de um ouro que o vento desfaz;

E em cada onda que se quebra em paz,

Revelam-se cores que a noite condena.


Ó beleza, cristal da costa amada,

Que o Parnaso não ousa mais cantar,

Pois de teus contornos, a pena se cala,

E a lira não sabe como te pintar.


Serpenteiam montanhas em seu eterno manto,

E o ar, fresco e nobre, se faz um encanto,

Em tua luz, o mundo se desvanece,

Onde a vida, sem pressa, se esquece.


E as vilas, feitas de mármore e poesia,

Suspiram sob o véu da harmonia,

Enquanto as sombras do fim da tarde se estendem

E os céus, de ouro e púrpura, se defendem.


Ah! Ilhas da costa, onde o tempo é lenitivo,

Em teu seio, sou nada e sou infinito.